Importantes objetos estudados pela sociologia e suas respectivas objetividades dentro do campo do conhecimento
Conselheiro Lafaiete, 19 de junho de 09.
É preciso ter como base alguns nomes de grande importância para os estudos de uma massa popular. Entre estes nomes encontram-se o sociólogo, filósofo e antropólogo francês Émile Durkheim e o jurista, economista e sociólogo alemão Max Weber.
Com uma grande massa de intelectuais preocupados com as mudanças radicais dentro do âmbito social, fora criada uma nova ciência, a Sociologia. A partir dos estudos acadêmicos, estes estudiosos concluem que ainda há muito o que ser estudados, enfim, a sociedade estava tomando um novo rumo, com os acontecimentos daquela época (rev. Industrial, principalmente).
Assim, as análises de Durkheim seguiam de forma neutra e racional, com o objetivo de compreender os acontecimentos da sociedade e o funcionamento de todo este organismo.
Percebendo que o indivíduo, independente de sua vontade, sofria coerção pelos fatos sociais, e que sua vontade deveria ser pesada desde a sua inserção na sociedade, tornava-se nítido o fato de que o grupo se resumia na composição daqueles que agiam de forma recíproca, dentro da obediência das leis impostas visando garantir a ordem social.
Sendo assim, para acesso a maiores informações e conclusões mais exatas quanto aos fatos decorrentes da interação de indivíduo com indivíduo dentro do grupo social, Durkheim considerava seu objeto de estudos os fatos sociais, sendo estudados posteriormente como coisas.
Era entendido que a coerção social exercia papel essencial para a evolução da sociedade, uma vez que a vida social sofria a influência de tudo o que era externo. Sendo assim, as vontades dos indivíduos se tornavam vontades coletivas, satisfazendo a ordem social gerada por um sentimento coletivo. Este sentimento, por sua vez, generaliza toda e qualquer vontade individual, tornando um ser dependente do que lhe é imposto.
A compreensão de que a reciprocidade é constante dentro da sociedade, levava ao entendimento de Durkheim que os fatos sociais exerciam força coercitiva e tinham como componente principal os valores já existentes dentro de um grupo. Portanto, o indivíduo se encontraria/se encontrará permanentemente preso à idéias e sentimentos gerados pela necessidade de manter-se incluídos em um grupo social.
Por outro lado, a necessidade de se compreender de forma mais ampla o que levava os indivíduos que compunham um grupo social a se comportarem de forma muito bem denominadas por Durkheim em seus estudos (reciprocidade, solidariedade e obediência). Era preciso compreender se os métodos históricos trariam respostas e explicações para as ações sociais.
É quando Weber delimita a problemática social, se depara com um grande grupo social, que se movimenta e se mantém estável por um componente ainda não estudado de forma científica: as ações sociais. Estas ações correspondiam a comportamentos racionais, porém intencionais. É visto que o indivíduo se comportava dentro do grupo tendo finalidades a serem estudadas, entre várias destas finalidades intencionais se encontra as ações correspondentes à valores impostos, como os valores culturais e religiosos, as ações equivalentes à questões políticas partidárias, ações voltadas para a ideologia capitalista, e até mesmo ações afetivas.
O fato de se identificar ou gostar de determinada coisa, também poderia ser atribuído à delimitação do estudo das ações sociais, mostrando que junto ao sentimento voltada para o afeto também poderia ser encontrado em fatores externos, gerando no individuo um sentimento de pertença que o permitirá se identificar ou a querer se igualar.
Este fato demonstra a necessidade do indivíduo de ser aceito no grupo, o qual estabelece normas para demonstrar segurança àquele que o pertence. Impondo através da ação política um vínculo de coerção e obediência.
Portanto a análise de Weber era feita através do grupo e não de um indivíduo apenas. Era considerado as ações sociais objeto indispensável para um estudo mais aprofundado sobre a sociedade através da sociologia. Pois seria de tal forma um fator facilitador da compreensão do comportamento de um grupo e seus subgrupos.
É compreensível que Weber entendia que as ações afetivas seriam iguais quando se comparasse o indivíduo a um grupo social (vários indivíduos), pois estes dentro da sociedade seguem a lei da reciprocidade (comportamento esperado) e obediência às leis (normas e valores). Pois a interação e o sentimento de pertença derivam-se do conhecimento adquirido em massa, do julgamento feito após a ação coercitiva por parte do grupo.
Então, quando se separa o envolvimento do tema do que é estudado em um trabalho científico (neutro e dotado de conhecimento empírico), chega-se a hipóteses consideráveis, fora do senso comum. E as pautas tornam-se visíveis e repletas de significados coerentes.
As regras e os métodos, segundo Weber, são essenciais para obter respostas e orientar os trabalhos científicos, porém é importante não definir meios ou regras ao longo de pesquisas dentro de um campo como a sociedade. É necessário distinguir os valores utópicos das hipóteses consideráveis, e explicar ou apresentar caminhos para possíveis soluções das problemáticas de um objeto a ser estudado.
Redação por: Carolina Mariosa Bastos
Referências:
QUINTANEIRO, Tânia; BARBOSA, Ligia de O.; de OLIEVIRA, Gardênia M. “Um Toque de Clássicos”.2°ed. revista e ampliada. Ed.UFMG. BH, 2002.
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